Poupe-se de Becky Bloom


Sempre acreditei que sobre filmes, livros e até pessoas a gente deve ter opinião própria, conferir pessoalmente, principalmente quando o assunto em questão gera multidões de partidários ou adversários.

Por isso, sempre que um grande sucesso de bilheterias chega aos cinemas faço questão de correr para a estréia. Foi o que fiz quando chegou a notícia de que "Delírios de Consumo" estrearia no Brasil este mês.

Como se tratava de um filme de mulherezinha, reuni quatro amigas e fui ao cinema no último final de semana. O longa produzido pela Disney é baseado numa série de  livros escritos por Sophie Kinsella, tem direção de P.J. Hogan e uma sinopse pouco promissora. Becky começa a trabalhar numa revista de finanças, embora seu sonho seja a Allete, uma publicação de moda; dá conselhos em programas de TV; entra para um grupo de compradores compulsivos anônimos e vive fugindo seus credores com desculpas estúpidas e uma certa dose de mal caratismo.

O resultado que poderia ser ótimo, divertido no mínimo, é desatroso. Isla Fisher é uma atriz ruim; as piadas não têm a menor graça, nem para quem entende inglês, e o figurino – a esperança do filme – é fraco, para não dizer cafona. Baseia-se em sobreposições complicadas que transformam Becky numa equivocada vítima da moda.  Além disso, Isla tenta, mas não segura peças de marcas como Balenciaga Marc Jacobs e Lanvin. Meu conselho? Espere chegar no Telecine!

 



Escrito por Natália DOrnellas às 13h07
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